Revolução Industrial - Condições de Trabalho

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As duras condições de trabalho

Este trabalho tem como objectivo fundamental lançar um olhar sobre as condições de trabalho existentes nas primeiras fábricas modernas. Como tal, e num momento em que diariamente ouvimos relatos de acidentes de trabalho, importa retermo-nos sobre a origem do trabalho na fábrica moderna que ocorre no século XVIII.



A revolução industrial, ao transformar as condições materiais e humanas do trabalho, gerou uma série de problemas de trabalho em grande escala. O princípio da liberdade de trabalho, que aparentemente estabelecia a igualdade de patrões e operários, na prática favoreceu exclusivamente os primeiros, já que uns e outros não tinham as mesmas oportunidades. as leis puniam com a prisão ou outras sanções o operário que abandonasse o patrão; enquanto que os assalariados nem sequer tinham organismos que os representassem.

Em consequência, as condições de trabalho nas primeiras fábricas eram extremamente duras e penosas. Trabalhava-se de sol a sol, no mínimo 12 horas no inverno e 14 horas no verão. A disciplina era severa e as condições de higiene péssimas: espaços reduzidos, viciados e húmidos. A promiscuidade entre homens, mulheres e crianças era frequente, facto este evidente nas obras de Charles Dickens. Aliás, até à primeira metade do séc. XIX, 70% da mão-de-obra utilizada na indústria algodoeira era composta por mulheres e crianças, com a finalidade de poupar nos salários. A abundante presença de crianças explica-se pela maior facilidade de imposição de disciplina



As Primeiras Manifestações Operárias

As duras condições em que se desenvolvia o trabalho nas fábricas e o desconhecimento legal de direitos elementares suscitaram entre os operários um sentimento de insatisfação e de descontentamento, que se manifestou de modo violento, quando determinadas circunstâncias tornaram ainda mais intoleráveis algumas situações de trabalho. Uma das primeiras queixas era contra a realidade do desemprego em consequência das frequentes crises industriais. Por isso, as primeiras manifestações operárias que conhecemos na revolução industrial são contra as máquinas, nas quais o operário via um competidor que favorecia a descida dos salários e provocava o desemprego.

É neste contexto que surgem as primeiras associações operárias que reclamavam a regulamentação dos salários de acordo com o preço do pão. No entanto, os patrões negaram--se e a estipulação dos salários continuou submetida à livre decisão patronal.

Na década de quarenta do século XIX os operários conseguiram importantes conquistas: em 1844 o horário de trabalho da mulher foi limitado a 12 horas; em 1847 o horário de trabalho de mulheres e crianças foi limitado a 10 horas. Na segunda metade do século XIX, houve uma ligeira melhoria das condições de trabalho, resultado do desenvolvimento das conversações entre operários, patrões e governantes.

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